Published on setembro 18th, 2012 | by Murilo Bispo

Moog Control live P.A.

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 Não arruinar o que existe de bom neste mundo é a premissa mandatária do artista.
Levantai das profundezas os vossos “instintos” artísticos: eis o caminho da arte imensidão, vida. Grandiosidade.Chamo esta de segunda premissa do artista.

 À consciência cabe a crítica. Ao instinto, a criação. Assim viveu a arte na antiguidade, até seu desfazimento ante o Socratismo estético – o logos. O meio: a similitude do onírico (apolíneo). A imagem resgatada. A embriaguez Dionisíaca. A música. A arte. Assim ensinaram os Gregos. Mas, o que revelou o tempo? – Desgaste? Cansaço? Renascimento e iluminação? Decadência moderna? Para qual dos destinos a corrente nos leva? À queda? Ao precipício? Vejo a mais vasta e profunda queda. Assim falou o moderno destino do Homem.

 Na ocasião, a ousadia me levou a escrever um “release” em versos. O que resumiria aqui como um risco inovador. MC.

Moog em versos

 Do caos primordial ecoou o som,

Desarmonia in naturae,
Apolíneo,
Dionisíaco.

As Vibrações atonais
Que à tona trouxeram
O tal do homem
Criador,

E em similitude ao criador
Que a terra modelou,
Ecce homo, a máquina criada foi,
E da máquina, a nova música soou,

Surge aqui o moog control,
Que de um termo forte utilizou,
O tal do “moog” – o criador
Do velho sintetizador

Das experiências às criações
Saltou do acorde ao desacorde
Do tonal ao atonal
Chamo aqui: de participação na música experimental,
Dos palcos aos jardins,
Do gueto ao teatro,
O atonalismo ecoou estupefato,

Das construções às desconstruções
Muita coisa sonora se foi,

Dos acordes quebradiços, despedaçados,
O vento assopra,
As notas rolam,
Chega a nova aurora,

És a hora da música nova,
Volta o tempo, a música torna,
Aproveita-se do velho acorde,
Faça-se um novo tetra-acorde,

E dos velhos experimentos
Surgiu o tal do Moog movimento,
É clave para cá e bit para lá,
Comprime-se aqui, limita-se ali,

Ascende o fogo,
Gira-se o torno,
Funde-se o metal,
Bate-se o techno com o atonal.
E de toda esta cosmogonia, três foram –

Os filhos do Moog desenhados:

THE SOFT PARADE

MOOG CONTROL

DANCE UPON A TIME – VOL03

Se da imagem, similitude e embriaguez,

Foram os passos musicais desenhados de uma só vez,
Logo,
Transfigura-se aqui o Moog Control de um Rafel,
Tal qual a vossa criação transfigurou a mais sublime aparição:

Do Techno ao House,
De Detroit a Chicago,
De Berlin ao Promirim,
De Derrick a Knuckles,
De Donna a Kraft,
Do Wave ao New,
De James à Miles,
Do soul ao jazz,
Do Nu ao Beat,
Do Pink ao Morrisson,
Do Open ao Club,
Do Low ao Beach

Ó Prometeu “Poderão, por acaso, os mortais, minorar teu suplício?” – Ésquilo. 500AC.

Moog Control, São Paulo, fim do inverno de 2012

* Live P.A. Gravado ao vivo no Canal DJ em 01 de Setembro de 2012

Assista a centenas de DJ Sets no YouTube.com/canaldjbr

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( MB ) Gestor, vendedor, comunicador e produtor, apaixonado por música, comunicação, criação e principalmente por pessoas. Co-fundador do Canal DJ



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