Coluna da Debby

Published on agosto 31st, 2016 | by Debby Mian

Debby entrevista Thiel Pelegrine

Thiel Peregrine é DJ, produtor e dono de um feeling  e técnica musical incomparável!
Neste mês de setembro, ele completa ” Mais uma primavera”e também  22 anos de cabine.
Apresentou-se em  diversos Clubs e projetos importantes na noite paulistana e também em diversos Estados do país, durante sua trajetória na cena eletrônica.
 
Esse tem história!
 
Welcome, Thiel Pelegrine ( meu grande amigo) !

 Neste ano de 2016, você completa 22 anos de cabine. Conte um pouco sobre seu início como DJ.

R: Comecei a tocar em Rádios comunitárias na cidade de São Caetano do Sul, região do Grande ABC Paulista, onde nasci e moro até hoje.

Meu primeiro programa foi o  Master mix, onde toquei com meus amigos de adolescência: Fernando Roberto (Rato), Samuel Fernandes, Diego e Junior Almeida. Movimentei muitas festas particulares da época dos anos 90, mas diversas já eram voltadas para a Dance music e Underground music, onde as pessoas eram muito mais receptivas musicalmente do que nos tempos de hoje, onde os adolescentes e jovens em sua grande maioria estão presos na modinha musical.

Você passou por diversas casas noturnas e projetos renomados em São Paulo e em todo o país. Quais foram os principais locais que na sua opinião, foram importantes para sua carreira ?

R: Foram vários festas & clubs, porém não posso deixar de recordar estes abaixo: BILLBOARD CLUB (São Caetano do Sul/SP), minha primeira residência em um club expressivo, nas domingueiras de Techno, por lá toquei entre 1995 e 1997. CLUB A LÔCA (Onde toquei com frequência entre 1997 á 2005), fui revelado pelo promoter e hoje também DJ Nagel Noronha. Após este período, ainda tocando de vez em quando como convidado. LOV.E Club & Lounge convidado para tocar nos projetos: Technova e Lov.e for friends, entre anos de 1999 e 2002. D-EDGE (Campo Grande/MS e São Paulo) porém, toquei primeiramente no primeiro D-Edge, em Campo Grande/MS, entre anos 2000 e 2002.

Sem contar algumas festas importantes que para mim foram impactantes: PROJETO PLAY – CAMPINAS/SP,  REBORDOSE After hours (Pós Skol beats) – 2002, CIRCUITO TECHNO (Sítio em Cabreúva/SP) – 2004 , PARTY ON THE CLIFF (Maresias/SP), AURORA 06 (Camaçari/Bahia), ECOLIFE (Pantanal – Corumbá/MS e  GET LOW (Maceio-Alagoas).

Após um período, surgiram as oportunidades para que você ministrasse aulas de disc jóquei, no qual você deu continuidade e está no mercado até hoje. Por quais escolas você passou e quais os alunos que atualmente estão no mercado da cena eletrônica?

R: Sim, é verdade, foram várias oportunidades em escolas  e tive alunos que se destacaram mais e outros que conduziram sua carreira mais como hobby mesmo. Foi a partir de 2001 meu ínício como personal DJ, tenho muito orgulho em citar um nome diferenciado da cena eletrônica paulistana, o DJ Marcio Vermelho, que foi meu primeiro aluno e hoje está tocando em muitos lugares em SP e fora também. Mais Djs que se formaram comigo e que estão em total atividade na cena: Dj Bruno Lira, Dj Lucas Castro, Dj Henrique Brasil, Dj Rodrigo Calazans, Dj Gabriel Tamura, Dj Haunr, entre outros. Escolas de Djs onde passei:  Mezzanine Lounge – Santo André/SP, Equalize – São Bernardo do Campo, Faculdade FAINAM, UEPRO CURSOS (São Bernardo do Campo/SP), Dj Escola – São Paulo/SP  e Club Hotel Cambridge.

Além de apresentações em danceterias, você também tocou em eventos corporativos e festas particulares, inclusive em algumas festas no meio gospel. Alguns DJs dizem sofrer preconceito por conta de trabalhos fora da cabine de casas noturnas. Você acredita nisso?

R: Sim, toco desde o começo de carreira, em festas particulares, fugindo um pouco da musica eletrônica, mas as festas e eventos particulares, só vieram ganhar mais força, depois que fui pai da Isadora, minha filha hoje com 6 anos de idade. O Preconceito existe ainda, apontado por Djs limitados geralmente e pouco versáteis. Conheci o meio da musica eletrônica gospel, em 2009, ouvindo as produções do Dj carioca: Frank Nuckless. Fiz 2 remixes de techno e house, para uma grande amiga cantora e também carioca: Luciana Guifer, entre anos 2011 e 2013, mas hoje em dia raramente toco neste meio, prefiro não me rotular. Creio que musica é musica e se você tem feeling de pista, bom coração e boas atitudes com as pessoas, transmite o que você tem de melhor, Deus estará conosco e o retorno vem.

Além de DJ, você é também produtor. Quando foi que você sentiu a necessidade de produzir suas próprias músicas?

R: Comecei desde cedo, aproximadamente em meados de 2000, influenciado pelas produções do amigo: Edson Byer. Mas confesso que tive muitas idas e vindas na produção musical e quero muito me firmar, ter boa sequência e maior dedicação.

Agradeço ao meu antigo amigo Mr.Gil, por ter me ajudado muito e ter passado muitos conhecimentos de produção musical até hoje.

Sobre a tecnologia atual em relação á equipamentos e da qualidade das tracks,quais são os prós e os contras, em sua opinião?

R: A tecnologia está aí para nos fortalecer, só não podemos nos apagar em gráficos de softwares, que te possibilitam ver e ajustar visualmente o pitch e sincar a mixagem, passo sempre isto para meus alunos, para que eles confiem sempre no seu ouvido e feeling.

As tracks evoluiram demais hoje em dia, são muitas vertentes e sub vertentes, sou muito exigente e tenho sempre meus hits guardados na manga, músicas eternas!

Durante toda a sua trajetória, qual foi o momento mais emocionante e inusitado em sua vida ?

R: Projeto PLAY, noite Techno & Vertentes que rolava na cidade de Campinas/SP no ano de 2001, que pertencia ao núcleo de amigos Djs residentes: Lukas Freire, Eto & Gab e Mirr. Onde toquei set de techno mais pesado, porém com groove atmosférico e influência de Detroit, mixei a ultima musica no set: Digital Justice – Profit (No Till) – It’s all gone, e pude ver a pista em ecstasy total e todos deram as mãos para o alto, como uma corrente de amor, através da musica impactante naquele momento, musica que foi hit no antigo Hells Club, after hours que eu frequentei muito. Realmente fiquei arrepiado com este momento especial e guardo em meu coração.

Que projetos musicais você faz parte no momento?

R: EMS (Electronic music Session), projeto do meu amigo DJ  Wesley Costa, onde fortaleço e faço parte do cast.

Selo Kieso Music , que pertence ao meu amigo Mr Gil, onde lanço produções musicais minhas.

Gostaria de deixar uma mensagem a alguém especial e ao seu público que o acompanha desde o inicio?

R: Deixo um grande abraço e um beijo no coração de todos que me apoiaram nos momentos difíceis desde o começo de carreira e nos momentos do auge também, que me prestigiaram tanto em festas simples, como em festas de grande porte.

É muito boa a troca de energia de vocês comigo, entre pista e cabine.

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Jornalista, estilista, apaixonada por música, moda e comunicação. Leia mais sobre música, moda e muito mais no meu blog http://www.debbymian.com



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