Coluna da Debby

Published on setembro 21st, 2016 | by Debby Mian

Debby entrevista Bryan Gee

Eu tive a  honra de bater um papo com o DJ e produtor Bryan Gee , que é uma das personalidades mais respeitadas e  consideradas uma das mais importantes para a cena de Drum N Bass no Brasil.

Ele é DJ, produtor , proprietário do selo V Recordings (que está no mercado  nada mais, nada menos do que 20 anos), descobrindo vários talentos brasileiros e lançando diversos Hits que fizeram e fazem sucesso total nas pistas.

Seu trabalho é reconhecido mundialmente, porém, ele é o queridinho dos junglists , que  sempre marcaram presença  em todos os eventos e projetos de Drum N Bass que tiveram sua participação durante suas apresentações no Brasil.

Welcome Mr Bryan Gee!

O que você fazia profissionalmente antes de se tornar músico?
R: Eu fiz algumas coisas antes de entrar na música. Quando terminei a escola, trabalhei com pintura e decoração e também com entrega de móveis. Trabalhei em padarias, como pedreiro e com vendas. Então dá pra imaginar como fiquei feliz quando consegui viver de música (risos).

Suas raízes musicais vêm do reggae . Como você iniciou seus trabalhos no cenário musical?R:Quando eu era jovem, tinha um sistema de som para reggae na cidade onde eu morara, Gloucester. Começou aí, depois mudei para Londres no final dos anos 80. Festas caseiras eram as raves. Era só ter uma casa vazia e a gente transformava numa balada durante a noite. A gente chamava essa festa de blues, que tinha que pagar pra entrar e tinha música a noite toda. Naquela época era funk, reggae, hip hop a R & B. Depois o rádio pirata ficou popular e eu comecei a tocar, aí peguei confiança pra sair com o sistema de som sozinho e tocar em baladas e festas.

V Recordings está há  mais de 20 anos no cenário musical. Como surgiu a idéia de criar o selo?
R: Quando inauguramos a V Recordings, eu não tinha um plano. Só queria lançar música com a experiência que tinha trabalhando com ritmo na King Records e também com as baladas promovidas, desde as independentes até aquelas com DJs. Depois, quando tudo estava mais calmo, peguei uma fita que tinha recebido do Roni Size e fui para Bristol encontrá-lo e começar um selo lançando algumas músicas que ele me mandava. A V começou daí.

Você já esteve no Brasil várias vezes e participou de muitos projetos arrastando multidões para vê-lo. O que significa para você tocar no Brasil e sentir de perto  o amor e o respeito do público pelo seu trabalho ?
R: Eu amo o Brasil e não é segredo para ninguém que, se eu mudar da Inglaterra, é aí que eu vou morar, talvez seja meu lugar preferido.

Prefiro mais o norte, Salvador é meu lugar preferido, me lembra a Jamaica.

Tenho um relacionamento duradouro entre o país e a V Recordings desde que o DJ Patife nos convidou e eu fui ouvir o DJ Marky tocar.

Aquilo foi louco e eu percebi que todo mundo tinha que ver aquilo!

Amo o povo brasileiro e como eles se expressam, sempre sorrindo e mandando boas vibes. Dá pra sentir tudo quando você os vê dançando e curtindo. Por isso eu amo o Brasil e tocar aí.

De todos os lançamentos que ganharam as pistas de dança em todo o mundo, qual deles se destacou no cenário eletrônico?
R:Tivemos muitos hits e clássicos na V, difícil escolher um, mas as que inspiraram e influenciaram as pessoas foi Warhead – DJ Krust, Its a Jazz thing – Roni Size , The Burial – Leviticus – LK – Dj Marky & XRS – Sambasim – Dj Patife – Funktion – Ed Rush & Optical & Brand new Funk… Tá vendo? É difícil escolher só uma.

Seu trabalho é reconhecido e admirado na cena eletrônica mundial. Em quais países você acredita ter  mais admiradores?
R: Aqui no Reino Unido acho que temos um público bom no mundo todo. Sei que somos populares na Alemanha, Japão, EUA, Canadá e é claro, no Brasil.

De todos os lugares onde você tocou durante sua trajetória musical , qual deu mais ênfase ao seu trabalho até os dias de hoje ?
R: O meu preferido foi o bar Rumba onde teve bastante movimento por uns quinze anos.

Naquela época, tive muitas noites boas, era uma época com em que a cena era menor e os DJs só ficavam dentro das baladas sem poder tocar em outro lugar era preciso falar com mais de 100 agentes para marcar alguma coisa.

Antes, as pessoas eram abertas a outros estilos que eles não gostavam, por exemplo, você podia tocar play jungle , jump up , old school , liquid , que todo mundo curtia. Agora é tudo separado e as pessoas não escutam mais outros estilos. Fico triste com isso.

Que artistas do Drum n Bass você mais admira hoje em dia?
R:  Eu admiro e respeito todos. Não admiro alguém em particular, mas sim aquele que  trabalha para levar o movimento adiante.

Qual a sua opinião sobre o cenário de Drum N  Bass hoje em dia? O que está faltando para melhorá-lo?
R: Você nunca conseguirá viver em um mundo perfeito, sempre existirá algo a ser melhorado, mas eu acho que estamos vivendo um ótimo momento  no Drum Bass.

Quais são os seus projetos musicais atuais?
R: Acabei de lançar a club session 6 e estou muito feliz com o resultado. Assinamos com um artista da Rússia chamado Command Strange cujo single vai sair essa semana. Vamos lançar um álbum do Mr. Joseph em breve e uma parceria com Sun And Bass será lançada pelo DJ Patife, Chronicle rollersmixado pelo L Side, Philly Blunt part 2, um acompanhamento do álbum que lançamos esse ano apresentado pelo Serum. Tem também Mc Trac, um rapper de nova Iorque com uma vibe incrível. Estou muito empolgado com essas coisas.

Ano que vem esperem álbuns do L Side, Alibi e Command Strange.

Você gostaria de prestar uma homenagem a alguém especial e ou ao seu público que acompanha sua trajetória musical desde o início?
R: Quero agradecer a todos os artistas que gravaram com o selo. Tivemos o melhor do drum n bass na V recordings e eu me sinto abençoado por isso ter acontecido. Também quero agradecer a todos que nos apoiaram, compraram os álbuns, os CDs, singles, que baixaram, fizeram streaming das nossas músicas. Também obrigado a todo mundo que tatuou o V no corpo.  Sei que tem muitos por aí e toda vez que eu vejo, percebo como as pessoas gostam do V e do que fazemos. Essas coisas que me dão certeza que estou fazendo algo bom e que me inspiram a continuar em frente.

INTERVIEW DJ AND PRODUCER BRYAN GEE

Debby –  What did you do for a living before becoming a musician?

Bryan – I did a few things before i got into music , when i left school i did a bit of painting and decorating , delivered furniture around the country , was a baker baking bread , plastering and loubering work and market porter , so you can imagine how happy i am i managed to make a living out of music .. ha ha

Debby –  Your musical roots come from reggae. How did the desire to become a Drum n Bass DJ and producer appear?

Bryan –  When i was young i use to run a reggae sound system in my home town gloucester  and made part was to buy and select the music to play so guess it started from there then when i moved to london it was in the late 80’s and house partys was the rave where you would find a empty house and turn it into a nightclub for the night , this we called blues parties where you would charge people to come in and play music all night that time it was Funk , Reggae,  Grooves and Hip Hop and R & B .

Then shortly pirate radio became popular and i started  to do that and thats where i got the confidence to go out with the sound system but jus has myself and play music in clubs and parties.

Debby – V Recordings has been on the market for more than 20 years. How did you come up with the idea to create this project?

Bryan – When we started V Recordings i didn’t have a plan i jus wanted to release music and with a bit of experience from working at rhythm king records and also doing club promotions which was distributing promos from majors and independent labels to djs .

So when that slowed down i took a tape that was sent in to me from Roni Size and went to Bristol to meet him and start a label releasing some of the music he sent me  .. and V started from then.

Debby- You’ve been to Brazil several times and performed in many drum n bass projects, dragging crowds of junglists to see you. What does it mean to you to play in Brazil and feel the audience’s love and devotion towards your job so closely?

Bryan – i love Brazil and everyone knows that if i leave England  thats where I’m coming to live , its one if not my favorite place , i prefer up in the north more ..  Salvador my fave it reminds me of jamaica , but yeah i love Brazil i built a long relationship with brazil and v recordings ever since DJ Patife invite us over and i went to love e club and heard DJ Marky play .. man he blew my mind and thats when i said everybody needs to see whats going on here ..  i love the passion from the brazillian people and how they express it everybody’s always smiling and sending out positive vibes and you feel it when you see them dancing or djing and they interputate they vibe and energy in the music as well and thats why i love Brazil  and plain in parties there.

Debby – Of all of your hits, that won the dancefloors around the world, which of them stood out in the electronic scenario?

Bryan- We have had many hits and classics on v .. so hard to pick one but if you tracks that has influenced shaped and inspired people the most would say Warhead – Dj krust  – Its a Jazz thing – Roni Size ,   The Burial – Leviticus – LK – Dj Marky & XRS – Sambasim – Dj Patife – Funktion – Ed Rush & Optical &  Brand new Funk .. so you see its hard for me to choose 1!

Debby- Your works are known and appreciated in the worldwide’s electronic scenario. In which countries do you believe you have the biggest audience?

Bryan- Here in the uk .. i thing we got good audience all around the world .. i know where popular in germany , japan , america , canada  and of course Brazil.

Debby- Of all night clubs you’ve been, which of them most emphasized your work up to this day?

Bryan- My favorite club was bar Rumba where we had movement every thursday for just under 15 years . So in that time i had many great nights and it was a time when the seen was more smaller and together in terms of before , DJs where getting locked down to  clubs so where not able to play any where else in that town before you had to go through a 100 agents and managers to book someone .

Before people got anal about listlenin to other stuff they might not be into for instance you could play jungle , jump up , old skool , liquid , techy stuff , nero stuff and everyone would get down but know its all separated so people don’t wanna listen to other styles no more .. which i feel is sad.

Debby- What artists do you look up to in the Drum N’Bass field nowadays?

Bryan-  I look up and respect everyone .. there aint no perticular person but whatever part your plain in bringing this movement forward respect ..

Debby- What’s your opinion about the drum n bass scenario nowadays? What’s missing to improve it?

Bryan – I think it great at the moment .. you never gonna get a perfect world and theres always gonna be things you think can improve .. but were in a great place right know with drum and bass.

Debby- What are your current musical projects?

Bryan- I jus released number 6 of the club session series , and really happy with the response , and we jus signed a artist from russia called Command Strange and is single drops this week , we got a mr joseph album dropping soon also  a colab with sun and bass which will be presented by DJ Patife ,Chronic Rollers mixed by l Side , Philly Blunt part 2 a follow up to the Philly Blunt album we released earlier in the year presented by serum ,  also Mc Trac album a rapper from New York with an amazing vibe , really excited how thats going , also next year look out for albums from l Side , Alibi andCommand Strange.

Debby- Would you like to pay a tribute to anyone special and your audience that’s been following your musical trajectory since the beginning?

Bryan-  Jus thanks to all the artist that have recorded on the labels , we had some of drum and bass’s finest on V  Recordings and i feel blessed for this to have happened , also to everyone who’s supported the label bought albums, cds, singles , downloads streamed  our music also to all the people around the world that has had a v tattoo on their body , i know theres a lot of you out there and every time i see it it jus makes me see how much love people have for v  and what we do and its things like that that make me feel were doing a good thing and inspires me to continue and to move it forward.

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Jornalista, estilista, apaixonada por música, moda e comunicação. Leia mais sobre música, moda e muito mais no meu blog http://www.debbymian.com



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